Plataforma Rifa
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Para Organizações

Rifa para Igreja: Como Organizar com Segurança

Igrejas e paróquias usam rifas há décadas para custear festas, reformas, missões e ações sociais. Este guia reúne o que muda quando a campanha vai para o digital — e os cuidados legais específicos para a entidade religiosa operar com segurança.

Por que a rifa funciona para igrejas

A rifa é, historicamente, uma das formas mais eficazes de arrecadação dentro de comunidades religiosas. Há três motivos centrais:

  • Engajamento natural: a comunidade já tem vínculo afetivo com a igreja. O bilhete deixa de ser só uma chance de prêmio e vira contribuição com causa concreta.
  • Capilaridade: entre ministérios, grupos, voluntários e líderes da igreja, a divulgação alcança rapidamente centenas de pessoas.
  • Tradição cultural: festas anuais, quermesses e bingos da comunidade já fazem parte do calendário. A rifa digital moderniza um formato familiar.

Ao migrar para o online, a igreja ganha alcance além dos limites geográficos do bairro, paga somente quando vende e dispensa o controle manual em cadernos e talões.

Objetivos comuns das campanhas

Reforma e manutenção

Telhado, pintura, sistema de som, ar-condicionado, acessibilidade e obras estruturais.

Festa anual da igreja

Estrutura, alimentação, divulgação e premiações de eventos anuais e quermesses.

Ações missionárias

Viagens missionárias, doações para comunidades distantes, encontros e retiros.

Ação social

Cestas básicas, atendimento a famílias em vulnerabilidade, projetos comunitários.

Equipamentos e instrumentos

Instrumentos para a equipe de louvor, mobiliário para o salão da igreja, equipamentos audiovisuais.

Construção

Construção de novos espaços: capela, salão de eventos, cozinha comunitária.

Pode? O que diz a lei

No Brasil, a venda de bilhetes numerados com sorteio é uma atividade regulada. A boa notícia é que organizações religiosas estão expressamente autorizadas a realizar sorteios filantrópicos pela Lei 5.768/1971 (com a redação dada pela Lei 14.027/2020), desde que cumpram dois requisitos básicos:

  • Estar formalmente constituída como pessoa jurídica, com CNPJ ativo e estatuto reconhecido (igreja, congregação ou entidade religiosa equivalente).
  • Obter autorização prévia da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda antes do início da campanha.

Sem o Certificado de Autorização, a rifa é tecnicamente irregular, podendo gerar autuação. Esse cuidado protege a igreja e a relação com a comunidade.

Como pedir autorização

A autorização é solicitada pelo Sistema de Controle de Promoção Comercial (SCPC), com prazo mínimo de 40 dias e máximo de 120 dias antes do início da campanha. Os documentos típicos são:

  • CNPJ ativo e estatuto da entidade religiosa;
  • Plano de operação e regulamento da rifa;
  • Comprovação da origem dos prêmios (doação de terceiros, formalmente documentada);
  • Indicação clara da destinação dos recursos arrecadados;
  • Modelo do bilhete e da divulgação;
  • Vinculação da apuração a um concurso da Loteria Federal.

Para o passo a passo completo, leia o guia como pedir autorização para rifa filantrópica.

Atenção: origem dos prêmios

Este é o ponto mais sensível para igrejas. A regulamentação geralmente exige que os prêmios tenham sido doados por terceiros, com documentação que comprove a doação — e não comprados com o valor arrecadado pela própria campanha.

Alternativas comuns que se encaixam:

  • Doação de fiéis ou empresas locais com nota fiscal/declaração;
  • Patrocínio de comerciantes da comunidade em troca de divulgação;
  • Bens já pertencentes à igreja, formalmente desafetados.

Se a intenção for usar o valor arrecadado para comprar os prêmios, o enquadramento pode não ser possível pela Lei 5.768/1971. Vale validar com o jurídico ou consultoria contábil da entidade antes de protocolar.

Prêmios de alto valor (veículos, imóveis)

  • A entidade pagadora (igreja) deve recolher IR de fonte de 20% sobre o valor de mercado do bem (Lei 8.981/1995, art. 63).
  • Para veículos, a doação precisa transferir a propriedade ao CNPJ da igreja antes do sorteio.
  • Custos de transferência ao ganhador (DETRAN, IPVA) devem ser definidos no regulamento.

Recomenda-se validar com a contabilidade ou assessoria da entidade. Para um aprofundamento, veja o guia imposto de renda em rifa filantrópica.

Como estruturar a campanha

Os elementos que mais influenciam o sucesso da rifa da igreja:

  • Causa clara e específica: "reforma do telhado" converte mais que "ajude a igreja". Mostre fotos do problema e o orçamento da obra.
  • Valor de bilhete acessível: R$ 5 a R$ 20 costuma funcionar bem em comunidades. Ticket alto exclui parte dos fiéis.
  • Prêmio atrativo e localmente desejável: uma TV, um eletrodoméstico ou uma viagem têm mais apelo que um item muito caro e distante da realidade do público.
  • Prazo definido: campanhas com 30 a 60 dias geram urgência sem cansar o público.
  • Apuração transparente: vincular o sorteio a um concurso da Loteria Federal elimina qualquer suspeita sobre a lisura.

Como divulgar na comunidade

A divulgação dentro da igreja — tanto em paróquias católicas quanto em igrejas evangélicas e demais denominações — tem canais próprios e altamente eficazes:

  • Anúncio nos cultos e encontros: ao final da celebração, com QR code projetado ou impresso no folheto.
  • Grupos de WhatsApp dos ministérios e células: jovens, casais, oração, louvor, voluntários.
  • Comunicado interno e mídias sociais: Instagram e Facebook da igreja.
  • Cartazes nos murais: entrada da igreja, salão e salas de encontro.
  • Embaixadores: líderes dos grupos e ministérios compartilhando o link com sua rede.

A força da rifa da igreja está na rede capilar de pessoas que já se conhecem. Bilhete digital com link e QR code é compartilhado em segundos no grupo certo.

Prestação de contas

Após a campanha, dois níveis de prestação de contas precisam acontecer:

  • Oficial: ao órgão autorizador (SPA), demonstrando entrega do prêmio ao ganhador e destinação do valor arrecadado, conforme as regras do Certificado de Autorização.
  • Comunitária: à comunidade da igreja. Anuncie o ganhador, mostre o prêmio entregue e, depois da obra ou ação concluída, divulgue o resultado (fotos da reforma, número de famílias atendidas, etc.). Isso fideliza a base para a próxima campanha.

A plataforma fornece relatórios automáticos com lista completa de compradores, bilhetes vendidos e valor arrecadado, prontos para apoiar essa prestação.

Exemplos práticos

Paróquia reformando o telhado

Bilhete a R$ 10 com prêmio de uma TV doada por uma loja parceira do bairro. Meta de 1.500 bilhetes em 45 dias. Divulgação nas missas dominicais e nos grupos de WhatsApp das pastorais. Apuração na Loteria Federal do sábado seguinte ao encerramento.

Festa do padroeiro ou festa anual

Rifa antecipada para custear estrutura do evento, com prêmio doado por comerciante local. Encerramento das vendas na véspera do concurso da Loteria Federal mais próximo da festa. O ganhador é anunciado durante a programação.

Ação missionária

Bilhete a R$ 5 para custear viagem missionária de jovens. Prêmios menores doados por famílias da comunidade. Mobilização nos grupos jovens e nas redes sociais da igreja.

Perguntas frequentes

Igreja pode fazer rifa no Brasil?

Sim. Organizações religiosas estão entre as entidades autorizadas a realizar sorteios filantrópicos, desde que estejam regularmente constituídas (CNPJ ativo) e obtenham autorização prévia da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.

A igreja pode comprar o prêmio com o dinheiro arrecadado?

Em regra, não. A regulamentação exige que os prêmios tenham origem em doação de terceiros, formalmente documentada. Comprar o prêmio com a própria arrecadação geralmente não se enquadra na Lei 5.768/1971. Recomenda-se validar com assessoria jurídica.

Como pedir autorização para a rifa da igreja?

A autorização é solicitada à SPA pelo SCPC, com prazo mínimo de 40 dias antes do início da campanha. Veja o passo a passo em como pedir autorização para rifa filantrópica.

A apuração pode ser feita pela Loteria Federal?

Sim. A vinculação ao resultado oficial da Loteria Federal é a forma mais comum e auditável de garantir transparência. Veja o critério de apuração usado na plataforma.

A igreja precisa prestar contas após a rifa?

Sim, ao órgão autorizador, demonstrando entrega do prêmio e destinação dos recursos. Internamente, recomenda-se também comunicar a comunidade sobre o resultado e o uso dos valores.

Aviso importante

A Plataforma Rifa fornece tecnologia para criação e gestão de campanhas. Não solicita, intermedeia ou valida autorizações junto a órgãos públicos. A responsabilidade pela obtenção do Certificado de Autorização e pela conformidade legal da campanha é exclusiva do organizador, conforme previsto nos Termos de Uso.

Coloque a rifa da sua igreja no ar

Site próprio, bilhetes digitais, apuração automática pela Loteria Federal e relatórios prontos para a prestação de contas.

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